Ji-Paraná

Ji-Paraná é um município do estado de Rondônia, no Brasil. Com uma população de 129 242 habitantes, é o segundo mais populoso do estado e o décimo sexto mais populoso da Região Norte do Brasil, a 227ª mais populosa do Brasil e a113ª mais populosa cidade do interior brasileiro.

É movida principalmente pelos setores industrial e de laticínios. O município foi o primeiro do estado de Rondônia a investir em alta tecnologia de comunicação de dados, quando conectou, através de uma rede sem fio, o prédio principal da subprefeitura.

O nome do município é de origem tupi, significando “grande rio dos machados”, através da junção de (machado) eparanã (mar, grande rio). É uma alusão ao grande número de pedras que se parecem com machados indígenas. A cidade também é conhecida por “Coração de Rondônia”, devido à localização da cidade na região central do estado e à presença de uma ilha com o formato que lembra um coração, localizada na confluência dos rios Machado e Urupá.

 

 

Turismo

Prédios residenciais em um dos bairros mais valorizados de Ji-Paraná

Em Ji-Paraná, a natureza serve como opção de lazer. Nas água dos rios Machado e Urupá, é possível pescar, nadar, praticar esqui aquático ou remar. Também é possível passar algumas horas andando pela mata fechada, onde a fauna e flora oferecem um espetáculo de rara beleza, e para aqueles que não gostam de correr riscos, podem se divertir nas quadras e piscinas dos clubes ou então fazer algumas visitas nos pontos turísticos da cidade:

  • Teatro Dominguinhos: o único teatro da cidade de Ji-Paraná. Com uma construção moderna, o Teatro Marco Zero, renomeado para Teatro Dominguinhos pelo vice-prefeito Nico em sua gestão, foi concluído na administração do prefeito Ildemar Kussler. Neste local são sediados grandes eventos que ajudam a promover a cultura no município. Reformado em 2003 recebeu ampliação, e tem capacidade para 200 pessoas.
  • Museu das Comunicações: em Ji-Paraná o visitante poderá observar o prédio construído pôr Marechal Rondon, em 1912, que serviu de base para primeira estação de telégrafo. Posteriormente este prédio foi destinado às agências de Correios e Telégrafos e em maio de 1985 foi restaurado, onde, atualmente esta instalado o Museu das Comunicações. No seu interior encontra-se expostos vários instrumentos telegráficos utilizados pôr Rondon no início do século XX, assim como várias correspondências expedidas e recebidas na ocasião de sua passagem pela região.
  • Exposição: o município tem hoje o maior parque de exposição do norte e o segundo maior do Brasil. Uma estrutura totalmente nova, oferecendo conforto aos expositores, e uma arena muito bem montada, além de um grande estacionamento dentro do parque. Prova da grandiosidade, anualmente é realizado a EXPOJIPA (Exposição Agropecuária e Industrial de Ji-Paraná), com um público estimado em 300 mil pessoas.
  • Fuscacross: Ji-Paraná todos os anos sedia vários campeonatos de fuscacross, tanto municipais como estaduais, no Automóvel Clube de Ji-Paraná, que tem sido uma das principais atrações da cidade, trazendo visitantes de diversos municípios do estado que vão prestigiar o evento.
  • Kart: Em dias de corrida o kartódromo de Ji-Paraná chega a receber 1.200 pessoas para assistirem os ‘pegas’. O esporte tem se desenvolvido bastante, com formação de grid de largada com até 30 karts em provas do campeonato.
  • Motocross: a cidade sedia uma das etapas da mais importante competição de motociclismo do país, que é o Campeonato Brasileiro de Motocros. No perido de 05 a 7 de setembro de 2009 Ji-Paraná estará sediando uma etapa do campeonato sulamericano de Motocross.

Ji-Paraná também teve, em 2006, o VIII Adrenatrilha, que é uma competição estadual. Onde, no trecho da manhã, os pilotos percorreram 78 km por trilhas localizadas no primeiro distrito do município, atravessando matas, morros, trieiros de gado, estradinhas velhas e atravessaram o Rio Urupá. Na parte da tarde, os competidores percorreram mais 75 km no segundo distrito por trilhas que margeiam o Rio Machado, estradinhas velhas, carreadores de cafés e seringais no quilômetro 14.

 

 

História

Seu início remonta a antes do marechal Cândido Rondon chegar onde hoje está a cidade, com a corrente migratória estimulada pela grande seca que assolou a Região Nordeste do Brasil entre 1877 e 1880, tendo os rios servido de estrada, como o principal deles, o Rio Machado. Os nordestinos enfrentaram várias dificuldades, como a densa Floresta Amazônicae as cachoeiras que dificultavam sua marcha. Eles se estabeleceram formando a primeira povoação na confluência do Rio Urupá, tomando, portanto, o nome de Urupá. Eram, principalmente, seringueiros e garimpeiros, atraídos pela extração de matéria-prima da floresta nativa e pedras preciosas como o diamante, respectivamente.

 

Crescimento demográfico

Após a fase da borracha, com seus altos e baixo, em 1909 o desbravador Cândido Mariano da Silva Rondon desempenhou importante papel, construindo a primeira estação telegráfica, ligando Cuiabá e Porto Velho, a qual denominou de Presidente Pena, em homenagem ao então presidente da república, Afonso Augusto Moreira Pena. Nesta mesma época, estava sendo construída a ferrovia Madeira-Mamoré, que, com a integração telegráfica, ajudou a ocupar e acabar com o isolamento na região.

Ao redor da casa do Marechal Rondon, o povoado evoluiu, dando origem ao atual centro do município de Ji-Paraná. A partir de 1968, milhares de imigrantes, oriundos principalmente da Região Sul do Brasil, chegaram à região, expulsos de sua terra de origem pela crescente mecanização na lavoura. Atualmente, a cidade conta com 128.000 habitantes vindos de todos os estados brasileiros, bem como com descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios.

 

 

Geografia

Ji-Paraná está localizada na porção centro-leste do estado, na microrregião de Ji-Paraná e na mesorregião do Leste Rondoniense.

Localiza-se a uma latitude 10º53’07” sul e a uma longitude 61º57’06” oeste, estando a uma altitude de 170 metros. Possui uma área de 6 897 km², representando 2,9 por cento do estado. Seu território tem, como limites, as cidades de: Vale do Anari ao norte, Theobroma ao noroeste, Ouro Preto do Oeste e Vale do Paraíso ao oeste, Teixeirópolis e Urupá ao sudoeste, Presidente Médici ao sul e Ministro Andreazza ao sudeste.

 

Distritos

A cidade é dividida em dois distritos, e estes são divididos pelo Rio Machado, o qual possui apenas uma ponte. A parte mais antiga da cidade é o centro do primeiro distrito, onde surgiram as primeiras casas, a primeira igreja católica e onde está o único shopping center. Após o Centro, as pessoas foram para o segundo distrito, que possui um centro comercial maior, mas que enfrenta alguns problemas, como enchentes e um índice mais alto de criminalidade. A parte mais recente da cidade são os lugares ao redor do Centro, onde se localiza o campus da Universidade Luterana do Brasil e a maior parte das áreas de lazer.caso isso seja, assim seja.

 

Clima

O clima predominante é o clima equatorial úmido, segundo classificação de Koppen é caracterizado como Am, monçônico com precipitações acima de 60 mm nos meses mais secos do ano. É o mais chuvoso do Brasil, com a maior parte do ano quente e úmido, e aproximadamente 3 meses de seca. As estações de outono e inverno não são presentes.

As temperaturas médias anuais variam entre 24 e 36 graus centígrados, podendo as máximas chegar a 40 e as mínimas podendo ser inferiores a 10 graus centígrados devido à ocorrência de friagens.

A precipitação anual varia de 1.800 a 2.400 mm.

 

 

Hidrografia

Os dois principais e maiores rios que compõem sua hidrografia são o Urupá e o Machado, este possui um complexo hidrográfico que abrange uma superfície de aproximadamente 92 500km², atravessando o estado no sentido sudeste-norte, sendo o mais extenso do estado. Embora tenha 50 cachoeiras ao longo de seu percurso, em alguns trechos o rio apresenta-se navegável, atendendo ao escoamento dos produtos oriundos do extrativismo vegetal na região. Também existem diversos córregos e riachos ao longo da cidade. O Rio Urupá deságua no Rio Machado e este deságua no Rio Madeira, importante afluente da margem direita do Rio Amazonas.

A bacia do Rio Machado possui um regime hidrográfico assim como muitos outros rios de regiões de clima tropical. No período da cheia, de dezembro a maio, áreas situadas próximas à margem costumam ser alagadas; no período de seca, no trimestre de junho a agosto, o volume do rio diminui, sendo possível andar em algumas partes por cima de pedras que chegam até a superfície.

 

 

Cultura

Por ser uma cidade mista, ou seja, que foi colonizada por inúmeras pessoas de várias regiões do país (consequentemente com culturas distintas), Ji-Paraná é uma cidade com bons índices culturais.

A cultura no município é bem diversificada. A prefeitura oferece gratuitamente aulas de teatro, dança e música, o que torna o município uma potência cultural para a região.

Há apenas um teatro na cidade, com capacidade para 200 pessoas, onde ocorrem vários eventos no decorrer do ano.

Em fevereiro, ocorre o carnaval, onde diversas pessoas participam de um bloco que vai se tornando tradição na cidade.

Em julho, há a Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Ji-Paraná (conhecida como ExpoJipa), com 9 noites de duração. Na exposição, ocorrem vários shows e sorteios de veículos, bem como a venda de produtos agropecuários e industriais, palestras para melhoramento agroindustrial, rodeio e diversas outras atrações, sendo a maior feira agropecuária da Região Norte do Brasil.

 

Indústria

A cidade possui um Distrito Industrial em franca expansão com várias empresas já instaladas. Entre essas empresas destacam-se a Gramazon, empresa do grupo Empresa União Cascavel de Transporte e Turismo Ltda., que é uma das maiores empresas de granitos do Brasil, sendo seus produtos de alta qualidade, exportados para os Estados Unidos e Europa.

E também possui a empresa SI s/a do grupo BIPO, a segunda maior empresa do setor laticinista. Que vende soro de leite ideal fluido para outras empresas desse setor.

O Distrito Industrial conta com uma infra-estrutura, que oferece via de acesso asfaltada, ótimo suprimento de energia elétrica e áreas prontas para receber novas indústrias de médio e grande porte. Além do Distrito Industrial, também há várias industrias de pequeno e grande porte em Ji-Paraná, tais como: laticínios, serrarias, beneficiamento e torrefação de café, beneficiamento de arroz etc.

 

Agricultura

Os principais produtos da agricultura temporária em ordem decrescente de quantidade produzida são: a mandioca, o milho, o arroz e a cana-de-açúcar. A agricultura permanente tem como principais produtos cultivados: o café em primeiro lugar, com uma quantidade produzida em 2005 de 1 733 toneladas (no entanto, essa produção já chegou a ser de aproximadamente 10 000 toneladas), o coco-da-baía, a banana e em quarto lugar, o cacau com uma produção não muito expressiva para o estado, de 420 toneladas.A agricultura no município vem perdendo importância devido ao êxodo rural, que veio ocorrendo aos poucos, pois muitas famílias, principalmente pequenos proprietários, largam suas plantações vendendo-as para proprietários maiores (que na maioria das vezes transformam-as em pastos) e vão para a cidade, procurando melhores condições de vida.

Para a compra e beneficiamento dessa produção, existe no município, uma série de cerealistas, sendo as principais, a Cerealista Vencedora na compra de café e cacau, e a Bernardo Alimentos na compra de milho, arroz e feijão. Existem também em torno de quinze lojas de revenda de produtos agropecuários sendo a principal delas a Casa do Lavrador e três revendas de maquinas agrícolas, dentre elas: Implemaq e Motonáutica Pica-Pau.

Ji-Paraná possui o Feirão do Produtor, que é uma feira realizada em um edifício da prefeitura, onde vários produtores de diversos alimentos vão para vendê-los. Com uma grande diversidade de produtos e preços competitivos, o local reúne muitas pessoas da cidade.

 

Pecuária

Nos últimos anos, o município vem se destacando como um dos maiores centros de criação pecuária do estado. Com mais de 495.000 cabeças de gado bovino, o município possui a terceira maior criação de gado do estado.16 A maior quantidade do rebanho é formado por bovinos de corte, que são abatidos por frigoríficos localizados no município. Além da criação de bovinos, Ji-Paraná é um dos maiores produtores de leite do estado, assim como algumas cidades vizinhas, com uma produção de 41 000 litros de leite em 2005, que são distribuídos por laticínios localizados na região.

No entanto, ao contrário do rebanho de bovinos que está aumentando a cada ano que passa, a criação de suínos vem diminuindo. Entre os anos de 1995 e 1996, a criação teve uma queda brusca, a quantidade de suínos passou de 81 mil para 11 mil, e em 2005 o número de cabeças estava em torno de 8,6 mil. Como muitos outros municípios do estado, a suinicultura deixou de ter uma grande importância no setor agropecuária|agropecuário.

 

Populações Tradicionais

No município de Ji-Paraná, está localizada a Terra Indígena Igarapé Lourdes, território das etnias Arara-Karo e Gavião-Ikolen. A Terra Indígena Igarapé Lourdes possui uma extensão territorial de 185 534 hectares, a data de sua demarcação corresponde ao ano de 1976 conforme Decreto de homologação de número 88 609 de 1983. O povo indígena Arara, com uma população aproximada de 200 pessoas, está distribuído em duas aldeias: a Pajgap e a Iterap. Falam a língua tupi, família Ramarama. Este local sempre foi seu ambiente de perambulação. O povo indígena Gavião-Ikolen fala a língua Tupi, família Mondé. São cerca de 500 pessoas organizadas em seis aldeias: Ikolen, Igarapé Lourdes, Cacoal, Castanheira, Tucumã e Nova Esperança. Antes do contato com os não indígenas, moravam em outros lugares mais para o Mato Grosso. Na maioria das aldeias de ambos os povos, há escolas, cujo ensino é bilíngue, em uma perspectiva intercultural. Os docentes são indígenas habilitados pelo Projeto Açaí ministrado pela Secretaria de Estado da Educação e coordenado pela Representação de Ensino de Ji-Paraná.

 

Saúde

O município possui uma boa rede de saúde pública e privada, contando com um Hospital Municipal que atende, além da população desse município, a mais de quinze municípios do estado que mandam seus doentes para a cidade. Além do Hospital Municipal, Ji-Paraná, em 2005, tinha 21 estabelecimentos de saúde municipais, um estadual, 36 privados e várias clínicas particulares.

A cidade conta com um centro odontológico público municipal que atende toda população carente do município, com extrações e obturações, fora os mais de 30 consultórios odontológicos particulares.

No entanto, o Hospital Municipal sofre alguns problemas como excesso de pacientes e falta de profissionais qualificados na área de saúde, fazendo com que muitas pessoas tenham que esperar longas horas na fila para serem atendidas, ou então acabam sendo transferidas para outros centros médicos.

A cidade conta ainda com a 1ª Santa Casa de Misericórdia do estado de Rondônia, tendo, atualmente, um atendimento clínico com diversas especialidades, contando ainda com um Laboratório de Análises Clínicas, Centro de Reabilitação Fisioterápica, aparelhos de ultrassom e raio-X. A instituição foi fundada com objetivo de proporcionar um tratamento de saúde igualitário a todos.

 

 

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